sexta-feira, 1 de junho de 2012

Nota de solidariedade à greve dos profissionais do ensino superior

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, entidade composta por 44 sindicatos representando mais de 2,5 milhões de profissionais da educação básica pública no Brasil, vem a público manifestar seu irrestrito APOIO à greve dos Docentes das Instituições de Ensino Superior, por entender que a luta por melhores condições de trabalho e pela qualidade social da educação na universidade brasileira é legítima.

A CNTE apoia irrestritamente às demandas apresentadas pelo movimento (Incorporação de gratificações; Acréscimo de titulação; Melhores condições de trabalho; Reestruturação do plano de carreira nos campi criados com o Reuni e Aumento do piso salarial dos atuais R$ 557,51 para R$ 2.329,35 (valor calculado pelo Dieese como salário mínimo para suprir as necessidades previstas na Constituição Federal), uma vez que não representam ganhos somente para os trabalhadores em educação, mas também para a sociedade brasileira, uma vez que a valorização do educador reflete na melhoria da qualidade da educação.

Neste sentido, a Confederação espera que o Ministério do Planejamento juntamente com o Ministério da Educação abram canal de negociação e atenda às demandas apresentadas, reconhecendo, o direito dos docentes de negociar as suas condições de trabalho e perspectivas de carreira para o bom funcionamento da educação superior e consequentemente qualidade na educação como um todo.

fonte: cnte.org.br

Metalúrgicos de Niterói fazem greve por reajuste salarial

O Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói e Itaboraí, que reúne cerca de 14 mil trabalhadores, a maioria em estaleiros, aprovou em assembleia uma greve por tempo indeterminado pela campanha salarial da categoria, cuja data base foi no dia 1º de maio.

Eles querem ajuste salarial de 16% e ticket alimentação de R$ 200, enquanto os donos dos estaleiros oferecem 7,5% e ticket de R$ 160.

A adesão porém foi baixa no primeiro dia de greve e os estaleiros trabalhavam normalmente. Pela manhã uma passeata de cerca de 5.000 metalúrgicos chegou a afetar o trânsito da cidade, vizinha do Rio de Janeiro, mas não conseguiu impedir a entrada dos trabalhadores.

"Aqui a adesão foi de no máximo 5% e nos outros também houve baixa adesão", disse um trabalhador do estaleiro Enavi/Renav pedindo anonimato.

Em Niterói estão instalados os estaleiros STX, UTC Engenharia, Aliança, Enavi/Renav e Mauá. Este último está construindo quatro navios para a Transpetro, braço de transportes da Petrobras, que poderiam atrasar no caso de greve. O estaleiro está em plena finalização do navio Sérgio Buarque de Holanda, previsto para ser entregue no final de junho à Transpetro.

De acordo com o tesoureiro do Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói e Itaboraí, José de Oliveira Mascarenhas, o funcionamento dos estaleiros era parcial nesta quinta-feira e em alguns casos houve paralisação total.

Já o sindicato patronal Sinaval (Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore) contestou essa versão, afirmando que as atividades nos estaleiros continuam normalmente.
Uma reunião entre patrões e empregados estava prevista para esta quinta-feira, mas deve ser realizada amanhã, segundo Mascarenhas.

"O Sinaval suspendeu a reunião e entraram com dissídio [no Tribunal Regional do Trabalho]. Se não houver consenso na reunião de amanhã o juiz é que deve decidir", disse Mascarenhas.

fonte: folhasp.com.br

Continua greve dos metroviários em BH e Recife

Após reuniões quinta-feira no Ministério Público do Trabalho, em Brasília, os sindicatos dos metroviários e ferroviários de Belo Horizonte, Recife, Maceió, Natal e João Pessoa decidiram nesta sexta-feira manter a greve. Na quinta-feira, a Companhia Brasileira de Transportes Urbanos (CBTU) afirmou que somente revelaria a porcentagem de reajuste a oferecer depois que os funcionários retornassem ao trabalho.

A CBTU instaurou um dissídio de greve na terça-feira junto ao Tribunal Superior do Trabalho (TST). A estatal solicitou que o TST determinasse o retorno imediato ao trabalho dos metrobviários em greve. O TST, segundo o presidente da Federação Nacional dos Metroviários (Fenametro), Paulo Roberto Pasin, negou. "A empresa não afirmou ao TST que ela mesma tinha feito um acordo com todos os sindicatos de funcionamento das linhas nos horários de pico, nossos trabalhadores estão em greve, mas não pararam de trabalhar", afirma Pasin. "O TST negou o pedido da CBTU, e determinou, ainda, que as partes que esclarecessem a real situação da greve", diz o presidente da Fenametro.

Nesta sexta-feira, os trabalhadores de Belo Horizonte concordaram com a medida de Recife e também manterão a greve até que o governo federal e a CBTU apresentem reajuste ou corcordem com o aumento salarial já proposto pela categoria. Os sindicatos apresentaram uma contraproposta para a CBTU, no último dia 29, de reajuste salarial de 5,13% e aumento real de 7%. A princípio, a categoria reivindicava aumento real de 10%, afirma Pasin.

fonte: folhasp.com.br

Funcionários da Cetesb entrarão em greve a partir de segunda-feira

Os funcionários da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) decidiram entrar em greve a partir da próxima segunda-feira (4).

O movimento foi aprovado em assembleia realizada nesta terça (29) em frente à sede da empresa, em Pinheiros.

Os trabalhadores pedem um reajuste de 5,49%, baseado no índice ICV-Dieese, e um aumento real de 5%. A Cetesb propôs reajuste de 4,15%, baseado no IPC (Índice de Preços ao Consumidor).

"Os trabalhadores merecem muito mais que 4,15%, é obrigação do Estado valorizar seus trabalhadores, pois eles levam saúde para a população", disse Rene Vicente, presidente do Sinaemp (Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente de São Paulo). "É lamentável chegar a este ponto, às vésperas do Dia Mundial do Meio Ambiente".

Além do aumento, os funcionários pedem garantia no emprego a todos os funcionários --a Cetesb oferece estabilidade a apenas 90%-- e melhoria na participação nos resultados.

A Cetesb tem dois mil trabalhadores. Subordinada à Secretaria Estadual de Meio Ambiente, a companhia é responsável pelo licenciamento e fiscalização ambientais no Estado.
fonte: folhasp.com.br